Aeronautics [Masterplan]
Power metal
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Não é de meu feitio admirar bandas de power metal tendo mais de 15 anos, então ao quatro-estrelar uma banda do gênero, preste atenção no que digo pois é real.
Masterplan tem quase tudo o que um disco precisa pra ser perfeito. Só falha em um requisito: continuidade inicial. A primeira faixa, Crimson Rider, é possivelmente uma das melhores faixas já produzidas na história, tanto pela estrutura estranhamente robusta em uma gama enorme de instrumentos quanto o vocal assustador de Jorn Lande, um dos melhores representantes das cordas vocais na música do século XXI; infelizmente, leva muito tempo pro disco retomar esse sentimento de ânimo, já que algumas faixas têm poucas ou nenhuma falha técnica, mas algumas graves em expressão – tecnicismo sem propósito, o esperado de power metal.
A minha surpresa foi que, em uma determinada faixa, tudo o que fazia o pontapé inicial ótimo volta. E fica, pro resto do álbum todo. Composições espetaculares com o bônus da escolha certa dos instrumentos, performance vocal admirável, e tudo mais. A quem não é fã do gênero, ainda sendo um ótimo álbum não recomendo muito – o público de metal mais tradicional sempre será seleto -, a não ser que esteja afim de conhecer bons vocalistas. Esse, aliás, é o principal motivo pelo qual as pessoas vêm procurar Masterplan e, escolhendo Aeronautics, não se arrependem.
(e eu detestei esse álbum como toda a discografia do Masterplan na minha primeira audição, estranhamente, tendo 15 anos)