Ghost in the Machine [The Police]
Classic rock
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Não tenho muito a escrever sobre The Police, só que é uma banda um tanto subestimada em potencial. Gosto da maneira simplista deles mas culmina em preconceitos como “banda almofada da diversão”, uma sensação meio Oasis, e um julgamento errado – talvez pra Oasis, também, mas não são bandas sequer parecidas por favor.
The Police esbanja de uma sofisticada estrutura própria, misturando inúmeros ritmos da época. No disco deles é possível encontrar o progressivo, o ska, o jazz, o punk, e tudo isso em harmonia instrumental e vocal. O álbum pode não ser perfeitíssimo, mas passa 90% de seu tempo sendo relevante e têm tanto abertura quanto encerramento fantástico (Spirits in the Material World e Darkness? Sim). É interessante ver também como o som do Police se disseminou, às vezes negativamente, nas gerações que estariam por vir – é possível enxergar diversos gêneros alternativos, o post-punk, o indie rock, em algumas faixas desse e de outros discos da banda. Aliás, creio que é impossível entender o desdobramento dos movimentos musicais oitentistas sem ter algum conhecimento concreto de The Police.
O problema é que não sei o que não torna o disco perfeito, já que não encontrei os problemas mas ainda o senti imperfeito. Dessa vez me sentiria injusto com estrelamento menor então acabei deixando assim.
No mais, o único público a quem esse álbum não é direcionado é o da música pesada. Alternativos, eletrônicos, classicistas – todos esses, pra um acréscimo relevante de informações do fluxograma da música, têm de passar por The Police e Ghost in the Machine é uma ótima opção. Mas não só porque é um álbum influencial, e sim porque é muito, mas muito bom.