Série: o fluxo

∫∫[madrugadas]d(fic)d(pers)

19 de outubro de 2011

Uma madrugada é capaz de incorporar profundos pecados na imaginação: em forma de anedotas ou histórias complexas, em forma de personagens descritos em seus mínimos detalhes, ou mesmo em forma de desejos e itens que agiriam perfeitamente em conjunto com sua agenda. Já gostei mais da madrugada, adorava desenhar ficções inocentes por horas e esquecer da necessidade de dormir – por mais que, na época, eu realmente precisasse acordar cedo.
Agora sinto que é um período que aproveitaria muito mais dormindo, mesmo. Não posso comparar minha imaginação com um pesadelo real, porque são devaneios gostosos, mas imundos como todo jovem próximo da “idade das responsabilidades” [error code: f834p384k] pode imaginar – e sequer estou falando de desejos sexuais (sério). Desejos sujos vão muito além de desejos sexuais inusitados, são muito mais profundos que isso; envolvem construções, destruições, vidas e muito mais – o que uma pessoa com bastante criatividade poderia relacionar a sexo, também.

Felizmente ainda consigo separar a realidade da imaginação perversa e cozinhar com personagens fictícios, sem que os mesmos saiam das redes neurais humanas para caderninhos, documentos de Word ou mesmo se tornem fluxos. Eu não vou aprofundar no assunto e revelar coisas, até porque só quero esquecê-las.
No entanto, gostaria que as pessoas ao meu redor fizessem o mesmo, e parassem de me tratar como um desses personagens de suas madrugadas. É divertido, mas só até certo ponto – o ponto em que vira desumano, ou humano, como quiserem.

 

Você leu um capítulo da série o fluxo

escrito por nubobot42 narrado por elliot