Colossal Myopia [Marc Rizzo]
Instrumental metal
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O ruim do artista “virtuoso” do século XXI é que, mesmo sabendo tocar, ele às vezes gosta de dar preferência ao exibicionismo desnecessário e supérfluo. É o que ocorre, parcialmente, com Marc Rizzo. Eu facilmente daria uma só estrela para o disco pelos seus pecados com o exagero instrumental, mas o disco é, em si, a facada e o curativo também. Há o que gente do ramo chama de feeling (que eu, claramente, só chamo de obrigação musical), ele está essencialmente nas músicas nativas – mais fundamentadas no flamenco – e em alguns trechos de metal muito bem formulados… Mas é necessário, do ouvinte, uma pré-disposição enorme para passar por toda a pilha de fritações desnecessárias para compreendê-lo.
O que leva o disco a “fazer média” é que, ao menos, ele tem alguma essência preciosa. Nos terrenos de Rizzo risonhamente (não foi de minha intenção inicial o trocadilho) isso é um diferencial.
No mais, eu sugiro trocar esse nome moderno que deram aos guitarristas-frigideira, de “virtuosos” para “viciosos”. O que fazem, num geral, está mais para o vício do que para a virtude, e não está fazendo bem nenhum à música.
(Marc Rizzo é o típico guitarrista da galera que adora assim uma técnica, sabe, técnica… nossa como eu amo, pois é técnco, o Marc Rizos; mas ele em si até que é um bom rapaz)