Série: o fluxo

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11 de maio de 2012

Flying Colors [Flying Colors]
Progressive rock
⋆⋆⋆⋆

Enquanto nem mesmo favorito do ano, ou favorito do progressivo em muito tempo, tenho que assumir que é um álbum completo. Ele é consistente em sua viagem, tem um alvo e o atinge com perfeição – embora faça um pouco de falta a pretensiosidade, que com o dream team poderia ser arriscada sem problemas. Pela pretensiosidade, não quero dizer que gostaria de ver masturbação de instrumentos… Bem pelo contrário, estou adorando essa nova temporada das bandas com o Portnoy que tem uns membros absurdos mas que sabem se comportar.
Eu digo que o objetivo poderia ser maior, mais grandioso. Flying Colors é uma ótima banda, progressiva (não de músicas grandes, mas com progressão, por favor não confundam) em sua forma única. Mas parece ter um pouco de medo de desbravar territórios mais extensos e fica presa ali, no próprio ciclo, durante o álbum todo. As músicas são bem compostas e diversas, todas, de fato, mas enquanto há uma abertura fenomenal e passagens lindas como Kayla, o disco sofre um bloqueio e não consegue mais cruzar nenhuma barreira – não consegue ir mais longe, e nem recuar e ir para algumas outras direções, então fica ali, preso até o final, aonde entra a melhor faixa do disco que quebra todos esses limites que seguem por tantos minutos.

Felizmente, é só o primeiro disco e eu espero ver mais desses caras. É um supergrupo só com “estrelas” atuais, falando do cenário do progressivo mais recente, então a única coisa que pode impedi-los de produzir mais é uma agenda lotada. Mas então: se for para soltar outro Flying Colors, eu prefiro que terminem porque sofrerá evidente decadência de qualidade; mas se for para mirar em algo maior, será outra adição muito bem-vinda ao registro da boa música.

(disse que a última era melhor, mas acho Kayla muito mais bonitinha!)

 

Você leu um capítulo da série o fluxo

escrito por nubobot42 narrado por leibniz