Série: o fluxo

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28 de fevereiro de 2012

The Gates of Oblivion [Dark Moor]
Power metal
⋆⋆⋆

Não entendo ao certo como pode haver tanta coisa errada com as bandas de power metal num geral, desde a segunda metade da década de 90. Dark Moor se encaixa perfeitamente nesse grupo vasto de bandas fracassadas, mas tem um diferencialzinho: eles são muito bons compositores clássicos. Alguns riffs são até mágicos, mas o destaque positivo fica completamente pros solos, seja na guitarra ou no teclado, que não são de nível clássico mas são bem compostos e soam agradabilíssimos – o vocal também é ótimo, embora seja difícil notar que é feminino pelo fato de ser mais másculo que aproximadamente todos os vocais masculinos de power metal, mas não é um ponto negativo porque até deu um diferencial das bandas genéricas.
O problema desse disco fica, em sua maior parte, no baterista. Me enoja ter que falar dos trechos de bateria desse álbum, todos, exceto um de uma música que eu nem me recordo o nome agora. São rápidos e automáticos, barulhentos em excesso, sem nenhuma intenção de soar agradável – fosse ao menos como o baixo, que é imperceptível e não incomoda, mas também não acrescenta nada. É tão ruim que chega a estragar – e muito – a experiência do disco, que poderia ser um ótimo registro de um gênero tão decadente, mas não o foi.

E Dark Moor só piorou depois.

(o bom de discutir power metal e essas coisas é que eu nem mesmo preciso tocar no assunto “artístico”, já que descrever as absurdas falhas técnicas basta)

 

Você leu um capítulo da série o fluxo

escrito por nubobot42 narrado por lyra