Série: o fluxo

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11 de janeiro de 2012

Sympathetic Resonance [Arch/Matheos]
Progressive metal
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Não é fácil uma primeira audição do disco, em especial, se nunca tiver ouvido o trabalho de John Arch como vocalista antes – embora pareça genérico, o estilo e a dor de cabeça proporcionada são peculiares, no entanto ainda é bom e conforme a passagem de tempo o cérebro vai se acostumando. Mas, acostumado com os vocais de Arch ou não, o álbum é uma ótima produção, em especial na elaboração dos riffs que são pesados e ao mesmo tempo muito bem confeccionados em uma era aonde isso parece não estar sendo muito visto.
A estrutura do álbum é inegavelmente sólida, mas além de sólida, tem escrúpulos. Não há registros de modismo progressivo para atrair público forçado, embora vez ou outra os freios de Jim Matheos precisassem ser melhor segurados pela fritação absurda, mas não é nada muito comprometedor. Ainda é um ótimo disco, que entra com certeza numa lista de melhores de 2011 em seu próprio público (o fato de ser uma reunião entre dois nomes consagrados do metal progressivo acaba impedindo o disco de ser tolerável para as massas, ao menos em sua interpretação)… Com seus defeitos, mas nada que nos impeça de esperar mais dos projetos de cada integrante – um novo álbum de Arch, melhor que A Twist Of Fate, por que não? E um ótimo novo disco de Fates Warning por parte do Matheos? Ou, até mesmo, um novo álbum de Arch/Matheos – e da música progressiva, já que uma das bases da terceira geração do gênero está se reestabelecendo.

(pra falar a verdade, por muitos anos achei o vocal de John Arch detestável – e, convenhamos, no Fates Warning era mesmo)

 

Você leu um capítulo da série o fluxo

escrito por nubobot42 narrado por lyra