Série: o fluxo

[363]

13 de janeiro de 2012

Float [Flogging Molly]
Celtic punk
⋆⋆⋆

Tinha a impressão de que Molly piorava drasticamente conforme a passagem de sua carreira, mas com uma boa reaudição prestativa percebi que era um estado menos terminal do que imaginava. Embora o último disco seja bem genérico, vamos discutir (bem pouco, como de costume) Float, e não ele. Float é um disco que não merece mais de três estrelas por um único motivo: não demonstra evolução nenhuma na carreira da banda. Flogging Molly em nenhum momento mostrou amadurecimento, alguma mudança para melhor em sua fórmula, já em oito anos de sua carreira de produção: enquanto o primeiro disco apresentava algo inédito, os outros foram apenas reexecuções, inovadoras em alguns pontos mas em sua maior parte apenas fiel a um mesmo padrão.
Por isso, inclusive, o disco começa a se repetir durante as faixas e tornar-se não muito bom.
O punk celta nesse disco é muito bem executado, no geral. Indispensável para quem gosta de música alternativa, mas sem muitas frescuras. E haverão faixas prontas para conquistar os ouvidos. Mas só, nada muito contribuidor.

Em contra-partida, poderia ser pior: imagine se fosse o Foo Fighters que segue carreira desde 1996 em escala decrescente.

(vale a pena lembrar que Flogging Molly não inaugurou punk celta, pelo contrário, ele já existe desde os anos 80; mas a originalidade está no seu próprio modelo estrutural, que nunca vi mais ninguém usar até hoje)

 

Você leu um capítulo da série o fluxo

escrito por nubobot42 narrado por nomiya