Série: o fluxo

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29 de julho de 2012

Periphery II: This Time It’s Personal [Periphery]
Progressive metal
⋆⋆⋆

O segundo disco da banda é razoável, mas não necessariamente interessante. É carregado d’alma e de passagens muito boas, mas também contém pecados críticos pra qualquer tipo de obra, em especial a que é passada por eles aqui.
A começar, aos pontos positivos: atmosfera. O disco depende pesadamente da atmosfera gerada por todos os instrumentistas, e eles fazem isso muito bem em algumas das cansativas quatorze faixas. Além disso, a obra tem uma grande vantagem se comparada com a anterior, que é a música sendo tratada de modo frio – enquanto acho que a “zueira” na música seja boa, interessante, a seriedade também o é, mas o meio-termo oscilante entre o sério e a brincadeira do debut era extremamente irritante e quebrava clima de cinco em cinco minutos. Isso não ocorre aqui, o disco é uma constante.

Os pontos negativos, no entanto, são pesados. A começar, já mencionei que o disco tem quatorze faixas. Não creio que nenhuma delas seja irrelevante, mas que todas elas sejam incompletas – completam-se umas nas outras, mas não no sentido bom, e sim no ruim. É como se tivessem composto quatro ou cinco músicas potentíssimas do início ao fim, e então feito uma cirurgia, criado um novo ser através de uma perna, outro através de um braço, e por aí vai. Perdeu-se a qualidade altíssima de músicas poderosas em prol de uma distribuição de qualidade menor em várias músicas. Isso não se faz.

Por isso creio que o disco não atinja potencial “interessante”. O disco todo, não. Algumas faixas avulsas no entanto merecem uma audição para se tirar uma lição ou outra: no caso, as poucas que foram mantidas intactas.

(ainda não sei se merecem 3 ou 2 estrelas, mas é que as que são boas, são MUITO boas. Tinha muito mais potencial como EP)

 

Você leu um capítulo da série o fluxo

escrito por nubobot42 narrado por lyra