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Tóquio e Shinjuku no improviso: o dia em que andamos 20km.
26 de julho de 2025. Um sábado. A viagem começando a ganhar contornos de finalmentes, a gente mais uma vez pagando pela falta de organização: seguindo mais ou menos a sugestão de um tio da minha esposa que morava lá no interior, nós pensamos de ir até o distrito de Tóquio visitar um palácio imperial, mas estávamos muito mal informadas sobre como poderíamos fazer isso. Descobrimos que só era possível fazer a visita com agendamento prévio, mas pensamos que ainda poderíamos ir até o distrito, tentar a sorte (embora acreditássemos que palácio imperial era algo com bem menos sorte do que um festival de música), e principalmente conhecer o distrito. Sendo sincera, um palácio imperial não era coisa de grande interesse para mim, talvez por conta de ser imperial. Eu precisava despertar um pouco mais de interesse nisso.
Explicada a situação, partimos. O look foi bem formal, bem digno do distrito de Tóquio: mais uma vez o cropped branco com bordados de dragão que comprei em Harajuku, a saia marrom grandona da Uniqlo que acabou dando esse toque formal ao cropped e a anabela mocassim que usei em Harajuku no primeiro dia. Foram looks bem parecidos, aliás. Mais uma vez, não consigo me lembrar onde almoçamos, porque com certeza não foi em Tóquio. Talvez, só talvez, tenha sido esse o dia em que voltamos a Ginza muito rápido para buscar algo que ficou faltando na Uniqlo, mas talvez não, talvez tenha sido na segunda-feira. Já que eu falei de looks parecidos, uma coisa importante que está passando despercebida sobre esse tempo perdido no hotel é que não era só uma questão de acordar meio-dia e sair uma, aliás, eu não acordava meio-dia, nem onze, eu acordava bem mais cedo do que isso, e no começo da viagem eu contei sobre gastar muito tempo me maquiando porque eu ainda não sabia como fazer então era minha esposa que fazia, mas também tinha o fato de que precisávamos descer, botar as roupas para lavar, botar amaciante e tudo mais. O quarto do hotel às vezes parecia um varal gigante, com roupas estendidas em quaisquer lugares onde fosse possível se estender uma roupa. Tinha toda uma logística dentro do hotel também antes de sair. Aí além disso tinha o banho, tinha o meu intestino, notório por funcionar de maneira extremamente lenta e demandar tranquilamente uma hora do meu dia. Tinha muita coisa. Tinha dia que eu acordava nove da manhã e, ainda assim, saíamos ao meio-dia. Era assim que era.
Mas tá, demos um jeito de almoçar não sei onde e fomos até o distrito de Tóquio. Primeiro aquela estação enorme, um pouco difícil de encontrar a saída mais adequada. Depois... saímos. O distrito de Tóquio é muito peculiar, de todos os lugares de Tóquio ele é o que tem uma arquitetura mais ocidentalizada, provavelmente em sintonia com a burocracia dos estados-nação. Eram prédios mais chiques, alguns com cara de escritórios gigantescos, outros com cara mais antiga mas ainda dando uma impressão de que papéis estavam sendo assinados ali dentro toda hora. Eu acho que vale a pena dar um resumo de Tóquio antes de continuarmos, apesar de que contarei com mais detalhes tudo o que vi porque foi um dos dias mais interessantes para mim, e sei que mais interessantes por motivos que são só meus, afinal, não é muito comum alguém que acha burocracia estatal algo interessante, que gosta de gestão e administração pública. O resumo é o seguinte: o distrito de Tóquio é o Distrito Federal do Japão. É a Brasília deles. Lá fica a corte suprema, a câmara dos deputados, os ministérios do executivo e tudo mais. É um bairro extremamente formal mas, até pela natureza da cidade de Tóquio, rodeado por outras coisas muito interessantes também. Um dos estádios mais importantes de Tóquio fica ali nas redondezas. Além disso, assim como Brasília, é um distrito que não tem muito medo de expor obras de arte muito fortes, impactantes, preciosas, com um conceito bem único, ao ar livre, para decorar o ambiente. Ueno também era assim na região dos museus, mas Tóquio faz isso em qualquer lugar. Embora a arquitetura predominante seja a arquitetura burocrática e de escritório, alguns lugares são bem alternativos, com calçadas irregulares, passagens de água. Às vezes você precisava passar por uma ponte para chegar até o outro lado da calçada.
Então é um distrito de muito respeito, assim. As pessoas também eram mais formais e cortêses, algumas pessoas perto da estação me cumprimentaram de maneira bem serena, um pouco diferente do que acontecia nos outros bairros. Não quer dizer que todo mundo que estava lá era assim, quer dizer que o clima era esse. Apesar do meu resumo, nós fomos percebendo isso com o tempo. A minha primeira impressão de Tóquio foi: "uau, acho que finalmente encontramos o lugar de Tóquio onde tem dinheiro circulando". Porque não tinha como negar que havia uma cara de riqueza ali naquele lugar. Era tudo muito chique. Não chique de maneira intimidadora, só... chique. As ruas também eram muito largas então tínhamos um pouco de dificuldade para atravessar. Também tivemos um pouco de dificuldade para encontrar o tal palácio imperial porque, apesar do endereço ser fácil, ele estava um pouco escondido. Mas encontramos. E, claro, não podíamos entrar. Acho até que ele já tinha fechado. A minha esposa já estava cansada porque pela primeira vez ela ousou colocar o mesmo tipo de salto que eu coloco, mas ela usou a estratégia de levar tênis e ficou tudo certo. Eu ainda sobrevivi mais um pouco. Mesmo estando fechado, estávamos em um pátio lindo, perfeito para tirar várias fotos, e tiramos. O pátio era enorme, enorme enorme, a ponto de perder de vista: muito espaço verde, só com grama e flores, alguns espaços asfaltados, pedras diferentes, além de um lago enorme que separava os mortais daquele castelo enorme que ficava no centro. Mais para frente havia uma parte cheia de banquinhos, com banheiros e um bebedouro, nós já paramos por lá para tirar um descansinho.
Nessa parada eu aproveitei e já coloquei o tênis, além de ter arrumado a saia que foi colocada de um jeito bem errado mas estávamos em outro país então nenhum problema. Bebemos muita água, de esbaldar, porque estava um calor do caralho, sol destruindo a nossa alma. Mais uma vez eu tive a brilhante ideia de andar sem muito rumo, embora dessa vez houvesse algum rumo: nós rodearíamos o palácio imperial de Tóquio. Não tinha muito como dar errado, tinha? Era só um palácio, talvez uma hora de pernada resolveria o problema, tudo tranquilo, de fato dessa vez o celular não faria diferença alguma... né? Então começamos essa voltinha.
Não vou dizer que deu errado, mas também não posso falar que deu certo. Acho que quando começamos a andar era cerca de 15 horas, e então nós começamos. Estrada de asfalto, cercando o laguinho, passando por praça, pegando calçada, OK. Continuando calçada, OK. Lago começa a ficar maior, a altura entre a calçada e o lago vai se ampliando, vai me dando medo de tirar foto porque eu tenho uma paranoia estranha de que vai me dar um treco, o celular vai cair da minha mão, e nesse caso ele cairia num lago e seria impossível de encontrá-lo, além de que provavelmente estragaria. E a pernada continuava. 16 horas. Começávamos a olhar o ambiente do outro lado e era muito foda: não precisávamos ler nada para saber que estávamos de frente com o Supremo Tribunal Federal deles, porque tinha cara de corte suprema. Não precisávamos ler nada para saber que aquele conjunto de prédios todos regulares e cheios de vidros e brutalismo eram a esplanada dos ministérios deles. Nós vimos muita coisa, foi muito legal (para mim, ao menos). E o lago continuava. 17 horas. Dali a pouco nós tivemos que nos separar do lago porque não tinha mais como prosseguir, a calçada ia para outro lado e se misturava em viadutos e cruzamentos enormes com três vias de um lado, três vias de outro, carro passando em cima, carro sendo gorfado por baixo, carro em todo lugar, e sei lá, pedestre, boa sorte. Mais calçada, mais prédio chique, mais árvore do outro lado bloqueando nossa vista para qualquer castelo possível. 18 horas. Nós estávamos mortas. Não aguentávamos mais andar sem parar. Em algum momento tive que consultar o celular para ver se estávamos próximas e até que estávamos, mas faltava assim, mais uma hora. Nós andamos demais. Até agora não entendi se é muito castelo ou se o negócio simplesmente rodeia o castelo da maneira mais errada e irregular possível. Foi uma caminhada importante porque definimos muitas coisas da nossa vida conjugal, como seria nos próximos anos, planos para ter filhos, e muito mais que não cabe em um texto sobre uma viagem para Tóquio. Mas estávamos mortas. Por fim, voltamos a uma calçadinha, voltamos a ver um resquício de lago, parques, banheiros, água, mosquito pra caramba, árvores para todo lado. Ali perto das 19 horas entendemos que tínhamos chegado à entrada do palácio imperial novamente, já estava escuro.
Foi um alívio gigante ver aquelas obras de novo, do comecinho da tarde. A impressão que dava era que nunca chegaríamos de volta. Eu já estava pensando se em algum momento descobriríamos estar em Shibuya ou Shinjuku, já que haviam essas placas apontando para alguns lugares aleatórios, mas deu tudo certo. Estávamos mortas de fome. Sede nem tanto porque haviam bebedouros ali nos parques. Encontramos um Starbucks e entramos. A ideia era tomar um café da tarde básico para ir até outro lugar passar a noite, o distrito de Tóquio não parecia um lugar muito legal para passar a noite, ou vai ver só estávamos cansadas demais. Eu acho que queria muito um docinho e talvez tenha conseguido um docinho legal dessa vez. Ficamos um tempão por lá descansando até decidirmos tomar nosso rumo e partir. A minha ideia era conhecer a noite de Shinjuku mas, sinceramente, estávamos muito mal orientadas para isso, já era tarde, era sábado, estávamos bem cansadas de andar, de procurar lugar, coisas do tipo. Mas fomos mesmo assim.
No meio do caminho ouvimos um som de gente cantando e festa e fomos ver o que era: estava tendo alguma festa tradicional numa praça ali, bastante gente vestida com kimonos cantando, coordenando algum evento que não conseguíamos decifrar o que é. Não me lembro se tinha comida, mas era música sem parar, bastante gente dançando, gente mais idosa, gente chacoalhando carrinho de bebê, gente bebendo, parecia um evento bem família. Nós ficamos um tempinho acompanhando meio de longe, sem participar, aí achamos alguma entrada para a estação de metrô ali no meio e descemos. Chegamos num lugar muito claustrofóbico da estação. Nem parecia estação, na verdade. O teto era muito baixo, o piso tinha uma textura muito lisa, parecia vidro. Várias paredes contendo obras de arte (essa parte era bem legal, parecia um museu). Nenhuma placa avisando nada, do que me lembro. Nós andávamos e andávamos e não sabíamos se sairíamos no metrô mesmo, se sairíamos na rua de novo, se esbarraríamos num beco sem saída... Mas em algum momento, do nada, fomos cuspidas de volta para a boa, velha e gigante estação de Tóquio. Então nos achamos por ali e pegamos o metrô para Shinjuku.
De certo chegamos em Shinjuku ali pelas oito horas, oito e meia da noite, e eu estava quase sem bateria no celular como sempre. Não sei se é ter sido acostumada com Xiaomi, mas acho as baterias tanto do iPhone quanto da Samsung muito pouco duráveis, a minha esposa conseguia usar celular o dia todo e não tinha problemas enquanto eu sempre chegava ali na reserva quando era noite mesmo carregando até, sei lá, duas da tarde. Recentemente aprendi a deixar no modo economia o máximo de tempo possível e ajuda muito, mas é ridículo. De qualquer forma, eu queria bateria no celular porque, depois que conseguimos sair daquela estação completamente maluca de Shinjuku, vimos o melhor músico de rua do Japão até então (na viagem toda, na verdade. Não teve melhor). Era um rock absurdo, eu parecia estar num estádio. A plateia era grande. Aliás, Shinjuku tem muita gente, muita muita gente, é o lugar mais lotado de Tóquio todinha, mais do que Shibuya, mais do que tudo. Eu me arrependo muito de ter ido apenas uma noite de sábado e despreparada, vocês vão ver eu contar. Foi meio que um porre se comparado à lendária experiência de uma noite boêmia de Shinjuku, envolvendo juntar com gente doida em karaokê, ir para uma balada, encher a cara e entregar a vida ao acaso, bares e baladas LGBTQIAPN+, lá tem muita coisa. Ainda assim, estávamos muito cansadas e queríamos jantar, tudo o que fizemos foi entrar na primeira região de Shinjuku que encontramos com bares e restaurantes e procurar, procurar algo que nos satisfizesse, algo que soasse gostoso, que não fosse tão absurdo de caro, e que parecesse um bom lugar para beber porque eu queria beber. Pensando bem, nós talvez não tenhamos aproveitado essa noitada que Shinjuku oferece, mas andamos muito, conhecemos muitos lugares, quase entramos em vários restaurantes até decidirmos que alguma coisinha ali não parecia legal e vazarmos. O lugar também tinha muita obra, eles estavam reformando a estação inteira, estava tudo uma bagunça, muita rua fechada do nada.
Rodamos, rodamos, rodamos e fomos parar num bar de clima universitário, pequeno, abafado, mas com gente em todo lugar, gente travando corredor, gente pendurada no teto, muita gente. Muito jovem. Muito barulho. Eu acho que já estava um pouco no limite com tudo isso, minha irritação com estímulos estava grande e eu já estava sofrendo um pouco para esconder, eu estava um pouco chata, meio briguenta (não aconteceu no bar, mas na volta eu fiquei muito irritada com um grupo de jovens que parecia "estar me zoando"). Não lembro nem o que foi a comida, sei que foi bem boa. Também não lembro exatamente qual foi a bebida, mas também lembro que foi bastante boa. Eu passei bem nesse lugar. Minha esposa pediu alguma coisa bem esquisita que não lembro se ela gostou, só não esquece que encontrou até um pedaço de unha (de bicho) no meio do rolê. Mas acho que gostamos.
Para sair dali, acabamos nos perdendo um pouco. Não bastasse a estação de Shinjuku ser enorme, talvez a maior estação de metrô de Tóquio, a mais cheia de entradas, a mais cheia de saídas, a que vai para mais lugares, ainda haviam todas essas obras que fazia com que toda a rota para chegar até algum lugar mudasse. Eu estava meio bêbada e sem celular e meio que quis arriscar encontrar uma outra estação a pé, mas já era tipo perto das onze horas da noite, já era perigoso demais fazer isso porque o metrô só funcionava até meia-noite. Ainda assim eu insisti por um tempo, meio que querendo encontrar a estação de Ebisu, andando por baixo dos trilhos e vendo no que dava. A gente andou muito, vimos muita coisa, muito rolê legal para ir, pena que não naquele dia porque já estava tudo fechado, até que eu desisti e resolvi tentar voltar porque parecia que, apesar de ter andado tanto, a estação de Shinjuku era tão grande, mas tão grande, que talvez nós ainda não tivéssemos nem saído do raio de alcance dela. Nós voltamos pelo outro lado dos trilhos, foi um rolê totalmente diferente, apesar de ser tarde ainda estava muito movimentado e cheio de gente, vimos até a famosa Kabukicho Tower, até que achamos uma entrada correta para a estação de Shinjuku, que nos levaria a um lugar onde conseguiríamos pegar a linha Yamanote. Ficamos um tempão peregrinando por dentro da estação, com fila de gente para tudo, até que chegamos na bendita linha. Já estava tarde, corremos bastante risco. Acho que foi nesse dia que também vi uma crossdresser num estilo meio gothic lolita ousando numa bota de salto 18cm, pena que pegou o sentido contrário da Yamanote. Eu fiquei com muita inveja porque enquanto ela estava lá sendo a rainha da porra toda eu estava com meu tênis Nike vagabundo porque não aguentava mais usar um mero mocassim anabela de 12cm. Meu único salto 18cm ficou em Londrina e era um salto mesmo, eu não daria conta de passear com ele. Uma pena porque, já que é uma sandália toda cheia de espinhos que foi literalmente moda na cena BDSM do começo dos anos 2010, seria ótimo para fazer dueto com a crossdresser.
Bem, para Otsuka fomos. Para o hotel subimos.
Já que foi um dia muito simples, sem muito o que descrever, eu vou dar alguns conselhos sobre como não fazer esse tipo de besteira que fizemos. Esse dia foi todo errado e improvisado. Quem falou para nós que Tóquio tinha um palácio imperial foi um parente da minha esposa que mora lá. Ficamos sabendo de última hora, não tivemos muita força, coragem e nem compreensão da situação para fazer algo a respeito. Mas saiba que, para visitar o palácio imperial de Tóquio, você precisa agendar, os horários são bem esquisitos, costumam ser no meio da semana, sei lá, se você tem esse plano já abra o site do palácio hoje para entender mais ou menos como funciona, já vá com o negócio comprado, dê teus pulos. O passeio ao redor é legal mas não recomendo se você não for uma pessoa que adora bater perna, além disso acho que em Tóquio fica o Tokyo Dome, tem coisa no bairro mais interessante do que ficar andando aleatoriamente, parece que tem vários eventos culturais, enfim, é um desperdício ir ao distrito de Tóquio sem agenda. Sobre Shinjuku... sei lá, eu penso que na próxima viagem quero pesquisar bem o que está acontecendo em Shinjuku antes de ir, perguntar aos familiares da minha esposa que gostam de ir lá se perder, pesquisar algumas coisas também no Tokyo Gay Guide. E eu quero ir de verdade, para passar o dia. É um dos maiores distritos de Tóquio, foi uma vergonha ter ido só por metade de uma noite. Vá em Shinjuku para ser feliz.
Dito tudo isso, eu acho que nós já estávamos um pouco cansadas demais para conseguir articular rolês muito mirabolantes. Talvez na próxima agenda eu também deva incluir um dia muito tranquilo, mas muito tranquilo mesmo, de só ir bater perna no bairro sem compromisso de conhecer nada, como se estivesse só vivendo ali, sendo uma residente ali. Ir em algum restaurante na frente do hotel para almoçar, voltar para o quarto, dormir. Ir em algum outro restaurante atrás do hotel para jantar, voltar para o quarto, dormir. Para me regular mesmo, sabe? Eu acho que subestimei o quanto o autismo me prejudica numa viagem, sobretudo numa viagem em que eu lidero, porque eu falo inglês, eu pergunto, eu sei os lugares, eu tenho as ideias e tudo mais. Tem horas que eu fico muito de saco cheio de tentar me comunicar com os outros, acho que todos os dias eu acumulava um pouquinho disso. Se eu tivesse tirado uma quarta-feira para recarregar minhas energias, talvez teria conseguido aproveitar muito mais. Ou a quinta, né, já que essa quarta foi o trágico dia da revelação aos meus pais - algo que nunca mais vou precisar sofrer em uma viagem na minha vida. Mas tudo bem, ainda foi um dia legal. Foi um dia importante também. É como disse, foi uma coisa muito nossa, mas conversamos e tomamos decisões importantíssimas para a vida andando em Tóquio. Até começar planos para uma próxima viagem ao Japão mesmo. Foi bom, mas é isso, tivemos dias melhores. A partir de agora prometo que só vem pedrada.