Tudo aquilo que não saiu no outro e mais algumas coisas
Bom dia nubonautas! Em primeiro lugar eu queria saber se o Substack é lento assim mesmo pra escrever ou se minhas 450 abas abertas estão interferindo nesse processo criativo maravilhoso e eu deveria estar redigindo num bloco de notas e só colando aqui o texto pronto.
Momento: Quantas abas você tem abertas no seu navegador?
Shadow The Hedgehog
Mega Man Battle Network
Naruto
Aqui é Santa Figênia, paizão
Mega Man X DiVE (Taiwan / América Latina)
Dica do programador
Momento crente
Eu separo meu navegador por Workspaces, independente de qual navegador esteja na atividade. Infelizmente uso Opera, mas felizmente estou enjoando e pensando ou em voltar pro Firefox ou em testar a nova versão do Vivaldi que estão vendendo como “o código foi todo refatorado ele vai ser tão rápido que a velocidade da luz vai precisar usar o navegador Vivaldi para navegar pela internet mais rápido”.
Um momento…
Estou escrevendo do Vivaldi agora, não parece assim tão mais rápido e só tem essa aba aberta. Enfim. Eu separo todos os meus navegadores por Workspaces: um pra redes sociais, um pra podcasts (porque ouço muito podcasts), um pra músicas, um pra videogames, e por aí vai. E acontece que não consigo me livrar principalmente das abas de podcasts e músicas, por forças bem maiores do que eu eu nunca deixo apenas aberto aquilo que estou ouvindo, aliás, no Opera tem um atalho pra media players então o media player mesmo nem fica no Workspace de músicas e nem no de podcasts. Tenho trocentas abas abertas de estudos e quase todas se resumem a procura por processos seletivos e editais, algumas sobre questões de linguística, uma apostila de Python, sei lá. Tenho também um Workspace para livros, que podem ser de estudos ou não, e além de uns artigos aleatórios tem por algum motivo umas três ou quatro versões da Bíblia em outros idiomas.
Estou com aproximadamente 120 abas abertas no Opera. Mais essa no Vivaldi.
Se possível, não usem Opera. Usem um navegador mais seguro. Eu uso Opera porque sou um vendido da estética e, de repente, o Opera 100 me pareceu a coisa mais linda e funcional do mundo, e ele realmente é. Veio bugado horrores mas ainda assim, muito bom. Agora já estou começando a me questionar se quero tanto continuar usando o Opera, já que o gostinho da beleza do navegador já passou e ele ainda é um pouco bugado e travadinho, embora seja bem rápido. Os outros navegadores me parecem todos trambolhudos, mas ao menos tem qualquer consideração pelos meus dados. E eu acho o Firefox feio. O Vivaldi acho bonitinho, mas o Firefox é muito feio.
Enfim. Aproximadamente 120 abas abertas.
The Doom é a pior fase do jogo, puta merda. Toda vez que eu gravava uma live eu conseguia fazer um modo história inteirinho, de Westopolis até a última fase. Nessa aí eu fiquei 20 minutos nessa fase, que inclusive eu já passei outra vez. Odeio ela. Também não gosto muito da Cryptic Castle não, mas tenho que assumir que é uma fase muito criativa.
Aliás, pra falar bem a verdade: Shadow The Hedgehog é um jogo criativo pra caralho, né? Num geral as fases são muito boas, e eu não vou dizer “ao menos na ideia” porque é bem covarde, elas são legais mesmo. Muita variedade de fases, muito boas. Na real que Sonic nunca teve problema com fases criativas. Acho que, do Sonic que mais detesto ao que mais gosto, todos possuem boas temáticas. Só que Shadow tem tipo 500 mil fases e todas elas precisando passar por esse tema macabro dos alienígenas e da destruição do planeta Terra. Muito bom mesmo.
Doido é pensar que, quando esse jogo saiu, o tratamos como patinho feio só porque era um ouriço do mal que usava armas e se aliava a alienígenas pra talvez destruir o mundo. O que tem demais? Um final com o Shadow apontando uma arma pro Robotnik, o que tem demais?
Genuinamente gosto de Shadow The Hedgehog. A princípio era meio “ironicamente”, palavra que definiu muito bem a última década mas não serve mais pra essa. Estou num momento da minha vida em que prezo muito por gostar de coisas com sinceridade e, ao mesmo tempo, está muito difícil eu não gostar de algo. O que me levaria a defender o gosto por coisas que, talvez, seriam absurdas. Mas Shadow, sendo bem honesto, não é algo tão absurdo de se defender.
Sei que o jogo é idiota. Sei que a história é bem idiota. Sei que é ainda mais idiota que Sonic Adventure 2, embora talvez os personagens não sejam tão idiotas quanto eram em Sonic Adventure 2. Exceto que eles são. Quer dizer, os personagens em Sonic Adventure 2 são idiotas? Considero que sim, e de propósito ainda. Leiam meu texto sobre Sonic Adventure 2 porque não vou ficar me explicando a fundo. Mas Shadow The Hedgehog seria avaliado pelos mesmos critérios: absolutamente tudo o que há de “idiota” nesse jogo parece ser de propósito, parece ser para entregar um produto de uma era. Um jogo onde você pode ser um herói ou vilão, passando por vários tons de cinza, e sempre tons de cinza, nada de azul, nada de verdinho, nada de rosa. Só cinza.
Um dia escrevo mais, e mais a sério, sobre ele. Só lembro de que ninguém gostava desse jogo quando saiu e, OK, entendo perfeitamente os motivos porque estava lá e vi como tudo soou idiota do começo ao fim, já depois de Sonic Heroes e uma fanbase emburrada. Mas agora, olhando pra trás, vejo que esses motivos se foram todos com o tempo. O que sobrou foi um jogo divertido de jogar. Ele é cheio de defeitos, mas ele é cheio de… tanta coisa, sabe? Até que ponto esses defeitos são tão importantes? Acho maior parte das armas uma bosta, mas e daí? Não é só pular nos inimigos? Acho que tem uns jeitos muito idiotas de morrer, mas o jogo tem praticamente vidas infinitas, você morre e é uma animação tão rápida e são tantos checkpoints que a morte nem irrita. Tem a questão da pontuação mas não é nada que não estejamos sofrendo desde o primeiro Sonic Adventure e não saibamos lidar.
E, como disse, acho a história estúpida, acho algumas personalidades do Shadow extremamente imbecis e caricatas, mas… eu só não consigo mais achar que isso torna o jogo ruim pra mim, no máximo eu dou algumas risadas e, como costumo jogar gravando, dou risadas altas pra câmera e falo “aiai só o Shadow mesmo”. Sei lá, é um defeito tão grande assim? Qual o problema em jogar um jogo e ele ser idiota, se é legal de jogar? Se é gostoso? Se tem fases maluquíssimas, se pouquíssimas fases são tão estúpidas quanto a The Doom sendo que o jogo tem sei lá quantas fases, se pouquíssimas missões são irritantes sendo que o jogo tem 3 missões para cada sei lá quantas fases? Eu só não vou fazer aquele negócio de jogar todas as combinações possíveis de fases porque aí é desaforo, mas cada um define o que quer extrair do jogo e ninguém tem nada a ver com isso. Quer fazer só uma rota? Faça. Quer fazer todas? Faça. Quer fazer só todos os finais, como eu, pra jogar com Hyper Shadow numa emocionante aventura no espaço? Ótimo, faça.
Cada um com seus problemas.
E Shadow The Hedgehog é legal. Dou risada, mas é legal. Ou, quem sabe, dou risada porque é legal.
Comprei a Battle Network Legacy Collection na intenção de jogar praticamente toda semana gravando pra galera, mas cá estou eu, no mês de setembro, sendo que minha última gravação foi… no mês em que a Legacy Collection saiu. Abril? Maio? Algo do tipo.
Pois é, a vida do trabalhador é foda. Desde uma entrega de sprint específica tudo desandou de um jeito que só agora, talvez, é possível que tenha melhorado. Nesse meio-tempo saí de férias e dei a volta-ao-mundo em uma semana, aí também não dava pra gravar. O único jogo com quem mantive minha fidelidade foi o DiVE porque gacha faz essa crueldade com a gente, mantém a gente na linha quase como se fosse um outro trampo, mas é o único trampo que a gente gasta ao invés de ganhar. Quem sabe, com o fim do servidor de Taiwan no dia 27, eu consiga gravar mais.
Outro jogo pra quem pretendo liberar muitas palavras é o primeiro Battle Network, assim como todos os outros. Nessa última live eu fiz a dungeon do ColorMan.EXE. Pra quem não sabe, Mega Man Battle Network é uma série de seis RPGs de ação e mais alguns spin-offs que se baseia na comunicação entre dois mundos, o real e o virtual.
Era mais fácil explicar esse jogo há vinte anos porque, hoje em dia, é quase impossível não começar a explicar e ouvir vozes perguntando “ah, tipo essa coisa aqui que existe no nosso mundo?”, e é meio constrangedor porque essa coisa que existe hoje não existia quando o jogo foi feito, então o Inafune foi meio genial nas sacadas que a série tem. Bem, é assim: existe a internet e todos os aparelhos eletrônicos são conectados na internet. Só que, pra navegar pela internet, os seres humanos possuem um aparelhinho chamado PErsonal Terminal (PET) e dentro desse aparelhinho existe um ser digital chamado NetNavigator (NetNavi), que é como se fosse o seu navegador de internet só que na forma de um ser humano digital com poderes e tudo mais. Esses poderes são necessários porque na internet tem muito vírus, e esses vírus também são seres digitais das mais variadas espécies. Só que, assim como hoje em dia, os aparelhos eletrônicos são tão dependentes da internet que um vírus pode impactar diretamente o mundo real, fazendo com que fogões peguem fogo, trocando conteúdo de sala de aula por doutrinação ideológica de grupos terroristas, parando o funcionamento de metrôs, travando sistemas de abastecimento de água (ou pior: deixando o sistema de abastecimento de água mas parando o tratamento, levando água cheia de resíduos químicos pra toda a população), entre outros. O personagem que você controla no mundo real é o Lan Hikari, ele é o operador do navegador MegaMan.EXE, que, claro, é quem você controla no mundo virtual.
A missão que fiz na última live foi, como disse, a do ColorMan.EXE. Nela, um dos membros do grupo terrorista vilão do jogo (WWW), a Maddy, invade o sistema de trânsito da cidade, abre todos os semáforos e faz com que carros (todos 100% automáticos) colidam aos montes. Logo em seguida, ela dispara um e-mail pra todo mundo vendendo um programa que faz com que os carros consigam lidar com esse caos, mas o vende por uma fortuna e individualmente. O Lan fica puto, entra no sistema de um semáforo e deixa ele vermelho, convence todo mundo a não comprar o programa porque ele salvará o mundo. A Maddy fica mais puta ainda com ele sabotando os planos terroristas dela e resolve mirar no ônibus onde a Mayl, amiga (namoradinha) do Lan, está, e ele sai louco pela cidade tentando fechar todos os semáforos pra parar o ônibus. Aos poucos ele vai conseguindo mas, quando tudo está perto de se resolver, a Maddy informa que instalou uma bomba dentro do ônibus e ela explodirá depois de X tempo. A Mayl decide logar a Roll.EXE no sistema do ônibus e tenta segurar o ColorMan.EXE, toma uma surra, mas ganha tempo o suficiente para que o Lan e o MegaMan.EXE entrassem em cena e salvassem o dia.
Caso não tenha ficado claro, na verdade quem constrói essa história aí é você, porque você é o Lan e você é o MegaMan.EXE. O que significa que o sistema do semáforo é uma dungeon. E uma dungeon que eu adoro, diga-se de passagem. A dungeon consiste em um mundo com globos que alternam a cor vigente entre azul e vermelho. Existem certos trechos que possuem cor específica então, por exemplo, você só consegue pisar em chão azul se a cor vigente for azul, e só consegue pisar em chão vermelho se essa cor for vermelho. Você começa num quadradão, a cor inicial é azul. A resolução da dungeon consiste em você voltar ao início, mas com a cor alterada para vermelho, e apertar o botão para aplicar a alteração no semáforo do mundo real também.
Acho essa a dungeon mais criativa do jogo, talvez uma das mais criativas da série toda. Além disso, ela não é tão difícil quanto a que vem depois, do ElecMan.EXE. Ela é muito fácil, ainda mais pra mim que já estou fazendo ela pela 2342384823ª vez, mas não perde a graça nunca.
Se você tem dinheiro pra comprar MegaMan Battle Network Legacy Collection, só compre. “Eu não gosto de Mega Man” foda-se, compre. “Eu não gosto de Mega Man Battle Network” você está errado, corrija-se comprando. São jogos que você precisa jogar. Acho a série Battle Network o topo da cadeia alimentar das ficções científicas porque… ela corresponde muito com a nossa realidade. Tudo bem que só um idiota compraria um carro cem por cento automatizado mas, no caso de alguém que joga Mega Man Battle Network, nem se ele fosse idiota ele compraria um carro cem por cento automatizado, porque ele já viu o tamanho da merda nesse jogo.
Aliás, uma coisa que eu estava pensando enquanto escrevia é em como essa dungeon do Mega Man Battle Network consiste em neoliberalismo puro. Se você pensar bem, isso que a Maddy aprontou é completamente aceitável nos nossos dias e, aliás, é a norma. Acima de tudo carros 100% automatizados são uma ideia idiota, mas no Fantástico Mundo de Battle Network funciona porque é tudo controlado pelo “estado”, digamos assim - o sistema de trânsito envolve todos os carros e semáforos. A Maddy não fez nada além de quebrar o sistema unificado e vender soluções individuais que limitam o acesso ao sistema a quem tiver dinheiro para comprar a solução, deixando todos os outros sem poder usá-lo. Imagino que eventualmente outras pessoas venderiam soluções menos efetivas, ou tentariam usar o sistema sem a solução por necessidade e entrariam em conflito com todo mundo, enfim. É claro que estou pensando alto e que estamos falando de veículos, que se incluir nesse sistema de trânsito do estado já envolve de alguma forma dinheiro, embora o trânsito também afete as pessoas que estão a pé, mas enfim.
Toda a lógica da WWW nesse jogo é uma lógica neoliberal. Eles querem dominar a internet para que todas as pessoas precisem deles para acessar a internet, o que de certa forma também acontece com a vida real mas pouquíssimas pessoas responsáveis por essas tentativas são vistas como organização terrorista. Talvez porque, na série Battle Network, todo mundo saiba da importância da internet e o impacto seja direto na vida das pessoas. Já na “vida real”, se nós ficarmos sem acesso a água potável por culpa de um vírus de internet, nós nunca saberemos que essa é a causa. Acesso a mensagens de WhatsApp podem mandar alguém pra cadeia, já pensou se existisse um vírus que altera mensagens de WhatsApp e não tivesse como descobrir que ele fez isso?
Pois é, a série Battle Network trata isso. Ela trata diversos temas, ainda que da ótica de um garoto de 11 anos. Um dos episódios mais marcantes pra mim é no Battle Network 6, o único que se passa na Central City e não em ACDC Town, que é uma cidade que tenta ser vanguarda da tecnologia em tudo. Eles automatizam o tribunal e colocam trocentos sistemas de segurança, fazem propaganda de como tribunais digitais são seguros, como o “juiz digital” toma as melhores decisões porque o algoritmo é perfeito, muito melhor do que os humanos, mas aí… é claro, como sempre há de acontecer em Battle Network… um dos vilões invade o sistema do tribunal e o pai do Lan é preso. Acontece que leva um tempão pra uma série de coincidências acontecerem e o hacker ser descoberto, todo tempo é você convivendo com o desespero do Lan tentando entender o que está acontecendo, se o pai dele é culpado mesmo ou se está havendo um engano, e qual seria o tipo de engano.
Quem pode imaginar que uma máquina está fazendo algo de errado porque está tendo sua segurança quebrada naquele momento? Quando você vai passar no detector de metal e ele apita mesmo sem você estar com metal algum, você pensa que é um ataque hacker? Você pode até desconfiar que a máquina está com defeito, embora eu imagine que boa parte das pessoas confiam tão mais na máquina do que nelas mesmas que acreditem a princípio que estão sim portando algum metal, só não lembram onde está, mas… desconfiar que alguém está hackeando o detector de metais? Se não pra te atingir diretamente, pra atingir o responsável pela máquina? Você já parou pra pensar que um sistema de vendas que dá muito defeito desagrada quem está pagando por ele, então uma hora vão cogitar trocar de sistema? E que o sistema concorrente só pode ter sido feito por programadores? Que possivelmente sabem hackear?
Ainda assim, o episódio que mais me fascina é a história geral do Battle Network 5, mas conto quando estiver jogando ele. Agora já está bom. Tanto de contar as aventuras no primeiro Battle Network, quanto nos devaneios.
O resumo da ópera é esse, mesmo. Acho a série Battle Network pertinentíssima pra todo mundo. Você precisa olhar aqueles jogos e achar certas coisas absurdas, depois bater o olho na nossa realidade e perceber que nós estamos achando normal essas coisas absurdas. Claro que não estou falando para regressarmos a macaco mas apenas a desconfiar tremendamente da automatização total de processos que precisam de um olhar humano porque, ainda que um juiz humano possa agir anti-eticamente de modo a fugir dos padrões constitucionais, ele não está “tendo sua segurança violada”, ele está tomando uma decisão e se tornando responsável por ela. Já um algoritmo sempre terá sua dose de desconfiança da adulteração. Pra mim a maior burrice de quem não confia nas urnas não é não acreditar no dispositivo eletrônico, embora a urna seja um caso bem diferente, mas se esquecer que após o encerramento do período eleitoral tem ali umas quatro ou cinco pessoas que vão imprimir a bendita zerésima, bater o olho e falar “gente, não faz sentido, TODOS os votos dessa urna foram pra esse candidato do partido azul, mas eu vi umas par de pessoas votando com camiseta vermelha”. Tem seres humanos fazendo a análise da coisa e isso é o que temos de mais confiável na humanidade, nós somos burros e é essa burrice que faz com que analisemos uns aos outros melhor do que qualquer máquina.
A pedidos da minha esposa, uma fã de Naruto (embora eu faça piadas porque ela assistia no SBT e perdeu vários episódios como o primeiro episódio do desenho), começamos a assistir Naruto do zero. A última, e única vez, que assisti Naruto, foi aos 13 ou 14 anos de idade, ainda quando morava num apartamento do Parque Ouro Verde, e assisti como um verdadeiro fissurado. Lembro de um dia ter virado mais de 24 horas assistindo episódios um atrás do outro, aproveitando que meus pais tinham viajado para o Paraguai e levado meus irmãos, que até então eram criancinhas. Ou talvez eles não tenham levado o mais velho dos irmãos mas, se não levaram, eu tenho certeza que eu não cuidei nada dele, porque me recordo com muito afinco desse momento da minha vida em que eu conseguia ficar 24 horas sem comer, sem tomar água, sem ter sequer um mini-surto mental.
A verdade é a seguinte: Naruto é bom demais. Estou no quinto episódio enquanto escrevo esse texto, logo após o Kakashi aprovar todo mundo no time dele por eles terem quebrado regras em nome da amizade. É inevitável ficar lembrando tudo o que acontece no desenho lá pro futuro, “o quanto o desenho escalou”, virou só desgraceira, insanidade total, enquanto estou aqui vendo um Naruto tonto que nem abre o olho direito falando que quer ser Hokage e tentando chamar atenção da Sakura. Mas era muito bom, muito divertido. Assim como o jogo do Shadow, é meio que um fator positivo o desenho ser meio idiota e abobalhado, porque esse traço de personalidade do Naruto é muito bom.
Não lembro exatamente como o Naruto estava quando acabou o mangá original, e não cheguei a ler o Boruto porque não queria outra saga dessa de estimação, mas deu pra lembrar por que não me arrependo 1 milímetro de ter começado esse desenho e, se não assistido, ao menos lido até o final. O humor é verdadeiramente bom, aquela ladainha de shounen do poder da amizade, dos sonhos, os contos-de-fada masculininhos, é bem puro e sincero. Acho esquisito esse negócio de falar de “lutas de qualidade” porque, no final das contas, não sei dizer exatamente o que define isso, o mais importante são as coisas emocionantes que acontecem, as reviravoltas, etc. Por mais que eu saiba que algumas animação de Naruto são, tipo, alto nível, e isso inclua aquela futura luta do Rock Lee contra o Gaara, o mais importante até nessa luta é o significado do Gaara tomar um belo sopapo do Rock Lee.
Naruto é muito bom.
O triste é se eu criar coragem pra ler Boruto, porque eu senti um alívio enorme quando o mangá de Naruto acabou, aquela história toda zoada fechou e pude descansar em paz. Vou dar tempo ao tempo. Por enquanto ainda estou empolgado como aquele adolescente de 13 anos que assistiu os 220 episódios de Naruto em pouquíssimos meses mas, é claro, assistindo um ou dois episódios por dia, porque tenho Zeta Gundam que é muito mais dahora, porque estou postergando Howl’s Moving Castle e porque tenho um expediente de oito horas e um corpo que precisa se alimentar, tomar água, fazer um exercício físico, se não provavelmente estarei no hospital em uma semana ou ao menos terei de fazer duas sessões de terapia por semana.
Tempo bom que não volta mais, né?
Esse é o melhor vídeo de todos os tempos.
Como eu queria estar ao vivo vendo essa obra de arte sendo produzida em tempo real, ouvir aquelas palavras sendo ditas ao meu lado e eu lá, rindo, pensando como a vida é bela e redescobrindo seu significado. Talvez eu sinta inveja do rapaz, que pôde soltar essas palavras, que possivelmente são a melhor sequência de palavras já gravadas por uma câmera, na frente do Russomanno. Como eu queria ter dito “Aqui é Santa Figênia, paizão. Cê tá moscando?”. Quando minha esposa assistiu esse vídeo, ela disse “pior que ele fala que nem você mesmo” e eu só pude ficar feliz.
Me sinto muito triste por ter passado grande parte da minha vida suprimindo as gírias que aprendi por ser cria do Ouro Verde, estudado no Wistremundão. Pra falar a verdade, minha vida foi uma trágica história de pessoa que teve que suprimir todas as suas maneiras de se comunicar: as gírias do Ouro Verde e as expressões de internet. Aliás, sendo mais verdadeiro mesmo, aprendi esses dois vocabulários e, meio que à força, aprendi o vocabulário crente. Sou uma precisa mistura desses três: alguém que cresceu na periferia mas gastou maior parte do seu tempo no computador, e de vez em quando precisava ir até uma igreja do centro da cidade. E sempre fui condicionado a achar que o vocabulário cristão era o único vocabulário decente que eu tinha, sempre fui muito censurado de ficar falando “gírias de maloqueiro” e o vocabulário de internet simplesmente me tornava uma pessoa esquisita.
Acho que isso me tornou uma anomalia comunicativa. Sempre me senti uma pessoa estranha e despersonalizada em todo o contexto social, exceto com meus amigos de internet, porque eles me compreenderam muito mais do que a igreja e mais até do que a própria periferia.
Não tinha muito com quem conversar na escola sobre videogame, heavy metal, entre outros porque meus amigos só gostavam de funk, rap e sertanejo e eu, por mais que no fundo gostasse do rap, tinha meus orgulhos e tentava posar de diferente como roqueiro. Meu melhor amigo da escola me apresentou o Família IML e o Thiagão & Os Kamikaze do Gueto e tive uma enorme resistência a princípio, mas acabei cedendo e gostando, embora sempre com aquela vergonha de mostrar pros meus amigos de internet que eu gostava de verdade de rap com aquelas gírias da quebrada e aquela mentalidade de “liferuler” de falar em mulheres e drogas e tudo mais e depois de tudo ainda encerrar falando que tinha fé em Deus. Eu, e boa parte dos meus amigos de internet, éramos ateus naquela época.
O fato é que, talvez por não sair de casa, eu não tinha como compreender meus laços profundos com a periferia, com aqueles meus amigos que um dia já tiveram ambição de ser bandido, com o Wistremundão. Na verdade, a minha relação com esses laços passou por duas fases, e essas fases não são necessariamente transições de “corte seco” mas possuem marcos, como se eu fosse um DJ que foi lentamente incluindo a segunda música, misturando com a primeira e aí, no final, tirando a primeira e deixando só a segunda.
A primeira fase foi quando comecei a trabalhar, quando meu jeito “largadão” de ser, calça moletom, tênis, pique fechadão, se tornou um problema e causou conflitos com o patronato. Acabei cedendo e mudando, aprendendo a me comunicar, embora pra mim fosse tudo muito difícil porque eu sempre achava que era estranho, que estava usando as palavras mais estranhas. Eu falava e soltava umas risadas esquisitas que parecia relincho de cavalo e não era falso mas também não era necessariamente por graça, era de nervoso, era como se perguntando ao outro “falei alguma coisa idiota, né?”. Eu me comunicava muito por piadas idiotas fora de contexto e isso me levava a passar por situações idiotas, como a vez que cantei a namorada de um dos meus melhores amigos sem querer com uma piada (não foi caso de Twitter não, que devem ter rolado aos montes, esse caso foi marcante porque foi ao vivo), percebi na hora a merda que tinha feito e, sei lá, eu só queria enfiar a cabeça na BR e morrer pra sempre.
Com o tempo fui pegando as manhas, os anos foram se passando, aprendi a usar camisa social, calça jeans e até mesmo esporte-fino, aprendi a manusear bem palavras do mundo corporativo, voltei pra igreja e tive esse conflito de comunicação horrível também mas fui aprendendo, aprendi a falar em público, entrei no seminário e aprendi a discursar em público, já até mesmo preguei em inglês em outro país com aquele inglês de internet meio misturado com inglês de pastor Martin Luther King Jr.
Qual a moral dessa fase? A moral é que, nessa fase, eu descobri todo um mundo conflitante com o meu, mas muito mais poderoso que o meu, em que eu precisava me adaptar pra sobreviver, porque esse mundo pagava minhas contas.
A segunda fase, como disse, foi uma transição gradual, mas houve um momento em que abaixei a primeira música e deixei a segunda: foi o momento em que percebi que todos sabiam que eu era da periferia e todas as implicações disso. Foi o momento em que percebi que, não importava o quanto eu tinha soterrado minhas gírias da quebrada em meio a termos complicados de internet, jargões crentes e linguagem plástica do mundo corporativo, elas eram parte de mim, todo mundo sabia disso porque, ainda que eu use as palavras mais complicadas do mundo, eu as articulo como um garoto da quebrada, construo todas as frases não-milimetricamente-calculadas como um garoto da quebrada e… eu penso como um garoto da quebrada.
Eu evitava ouvir Racionais MCs pra “ser diferente dos demais” (embora fosse inevitável conhecer Nego Drama, Vida Loka e várias outras) mas, quando ouvi o podcast do Mano Brown, eu tive uma identificação a nível de linguagem com o Mano, eu fiquei morrendo de vontade de libertar todas essas gírias que guardei por mais de uma década e… as libertei.
A primeira vez que senti que era da periferia foi na eleição de 2016, quando ouvi de um empresário londrinense que as pessoas “pra lá da BR-369” não deveriam poder votar, porque elas só votam de maneira burra, referindo-se ao fato de que o Marcelo Belinati ganharia muito impulsionado pelos votos da Zona Norte. Eu nem tinha falado se votaria no Belinati, mas me senti atacado pessoalmente porque só quem é ZN sabe o significado da família Belinati pro desenvolvimento daquela região, independente de votar no Belinati ou não eu tinha muito respeito por todos que votariam nele por saberem que ele “dá resultado” pro norte londrinense. Foi um constrangimento que me deixou muito reflexivo.
Outros casos que acenderam sinais de alerta na minha cabeça aconteceram, principalmente por eu ter sido direitista com muita força na internet e caído do cavalo por, dentre outros motivos, ter “jeito de favelado”, e pelas coisas que aconteceram dentro de uma igreja classe média no centro da cidade, mas o corte na primeira música ocorreu quando me casei e me mudei pra Gleba Fazenda Palhano, uma região nobre da cidade de Londrina. Porque tive ascensão social e posso me bancar. Essa mudança foi essencial pra eu perceber que muita gente me olha como favelado, que me identifico mais com o porteiro do que com muitos vizinhos, ao mesmo tempo em que não posso dizer necessariamente que me identifico porque não sou porteiro, eu sou… um vizinho, o porteiro me vê como vizinho, é legal ser simpático e conversar às vezes mas ele nunca vai me ver como um igual com quem pode inclusive falar bobagens.
Enfim, nesse momento eu percebi que era da quebrada. E decidi, tardiamente, ter muito orgulho disso. Me acertei em todos os pontos com isso. Talvez tenha gente que não goste de me ver falando do jeito que eu quero, botando touca e andando de cara fechada com mão no bolso, e essas pessoas podem arrumar várias desculpas pra me criticar, ainda que essas desculpas sejam contraditórias, e não tem problema porque antes mesmo delas eu mesmo já me fiz essas críticas e sei como lidar:
“Ah mas essas gírias são feias” pau no seu cu então.
“Ah mas agora você tá se achando o bandidão da quebrada falando essas gírias sendo que você é um playboyzinho que mora na Gleba” mas aí que está a necessidade de eu usar as minhas gírias com coragem e orgulho. Eu… sou da quebrada, ainda que tenha sido um adolescente roqueiro de internet, e que tenha tentado renegar o Racionais, o Facção Central, o Família IML, o Thiagão, meio que como maneira de dar o troco pelos meus colegas não gostarem de anime e videogame como eu. Eu simplesmente sou. A história dos meus endereços físicos diz isso, a escola pública onde estudei, as linhas de ônibus cheias de gente cansada fofocando as histórias mais absurdas pra quebrar o gelo depois de um dia merda nas mãos de um patrão ou uma clientela filha da puta, os meus vizinhos, minhas histórias de infância. Essa espécie de patrulha de gíria é só um racismo sofisticado: você faz os “nerds” da quebrada terem vergonha de usarem as gírias por não serem valentões e, então, os despersonaliza, tira a “quebrada” deles, apaga sua origem.
É pra eu usar mesmo. É pra mostrar que eu estudei pra caralho, que eu falo inglês fluente, que graças ao FIES eu fiz uma engenharia, sou pós-graduado em Inteligência Artificial, sou MBA, e sou cria. Não sei sair na mão, nunca fumei maconha (morria de medo da polícia), até já ouvi vizinho ser executado mas se não tivesse ouvido não tem problema, até já sofri abordagem policial violenta mas se não tivesse sofrido não tem problema, porque a linguagem de comunicação da quebrada merece dignidade e merece estar na boca de todo mundo que teve uma vida lá, não tem que escolher perfil, não é só pra “bandido”, não é só pra “gente que não saiu da favela”, não é só pro “cobra criada”. É pra ir da favela pro mundo e tomar conta de tudo mesmo.
Por isso eu ri feito um maluco desse vídeo, ainda rio horrores toda vez que vejo, de gargalhar. E me senti muito feliz. E me senti muito representado e orgulhoso.
O Russomanno criticando a palavra “bagulho”, tratando o rapaz com aquele tom de “não sou seus amigos pra você falar gíria comigo”, é a intimidação que todo branco de classe mais alta sempre trouxe pra mim, é a intimidação que já sofri em abordagem, e que meus pais sempre reproduziram para evitar que minha vida fosse prejudicada por esses brancos que são poderosos e poderiam me impedir de prosperar. Depois, o clássico “chamar a polícia”. Falar em gírias ser sinônimo de intimidade é pura imposição da branquitude, só é verdade porque somos censurados de nos expressarmos autenticamente nos espaços públicos já que a gíria é o nosso jeito normal, é o nosso verdadeiro “eu”. Não, seu pau no cu, eu não acho que você é “meu amigo”, eu só acho que é injusto eu precisar fazer todo esse esforço de falar como se morasse no Royal Golf. Por que você não precisa falar como se tivesse nascido no Ouro Verde? Entende como há uma relação de poder? Como é sempre o mais fraco que precisa ceder na comunicação?
É por isso que eu amo esse vídeo mais que tudo. Que pra mim é o vídeo do ano. E que, sempre quando estiver triste, eu vou procurar na internet por esse vídeo. “Que correção o que, malandro. O bagulho é Santa Figênia, paizão. Cê tá moscando”. Não existe nada mais hilário do que, mesmo que por um momento e na frente das câmeras, uma inversão na hierarquia do poder da linguagem.
Mais uma semana de morte nesse servidor moribundo. Nenhum evento novo, abertura de Dark Code Capsule, o que indica que a partir dessa quarta-feira ele virá a simular um novo “DiVE Festival”. DiVE Festival era um evento maravilhoso dedicado a promoção de um novo personagem limitado super-forte. Todos os personagens mais fortes desse jogo foram de DiVE Festival:
Ultimate Armor X que, acreditem novatos, já foi um personagem matador
Iris, que já foi uma excelente staller
Awakened Zero, que me garantiu todos os GA no LATAM até chegar o Akuma
Ciel, que já foi uma… boa staller
Third Armor X, que foi o primeiro desgraçado hitkiller do jogo, com aquele tiro carregado que atravessava parede e toda a arena
Copy X, que é tipo uma Ultimate Armor X muito melhor
Omega, que toda skill dá stun então tinha uma época em que o pessoal fazia build com duas armas de stun, tendo em mãos uma sequência de 4 stuns, e aí você não conseguia se mover na arena até morrer nas mãos dele
Sigma (X4 2nd form), que aí realmente não sei por que cargas d’água ele é DiVE Fest
BassGS, o primeiro personagem a limpar a tela toda com uma skill
RiCO, que dava um trabalho do inferno com summon de skills toda hora, é invencível no PVE, etc.
Iris -another-, que não mudou em nada o meta, mas era bem boa de usar na época
Zero Nightmare, que foi o novo “melhor personagem do jogo” quando saiu, com as duas skills potenciais hitkiller e atravessando parede, defesa alta, etc.
Dark MegaMan.EXE, o personagem mais irritante do jogo por muito tempo, com uma skill que perseguia o personagem, atravessava parede e dava stun, numa época onde várias armas atravessavam a parede então você podia simplesmente sair correndo e matar todo mundo a distância
Super Bass, que quebrou o jogo completamente, sendo super ágil, tendo uma skill que voava pro outro lado da tela e te deixava invencível enquanto isso e outra skill de hitkill garantido, que também aumentava o potencial das snipers
DiVE Armor X, o primeiro personagem com uma skill letal que atravessava parede, outra skill que permitia ele ficar invencível por um tempo e se recuperar de todos os debuffs
iCO, que é tipo uma RiCO só que bem mais desgraçada
Bass XX, que quebrou mais uma vez o jogo, porque ele tinha uma skill que perseguia o inimigo mesmo que ele estivesse do outro lado da arena e possivelmente matava com hitkill
Droitclair, que mais uma vez quebrou o jogo tipo o Bass XX só que mais maluco ainda. Nessa altura do jogo já era impossível entender uma partida sendo novato, você entrava na arena, morria na hora e não entendia o motivo
Angepitoyer, que é tipo um Copy X melhorado, nada muito absurdo
ViA, que mudou todo o meta do jogo mais uma vez, com trocentos buffs e passivas, uma skill que se teletransportava pro inimigo e matava na hora mesmo que ele estivesse com um escudo, outra skill que dava um escudo ótimo e alcançava o inimigo verticalmente
RiCO Celebration, que fica invencível em toda skill, mais trocentos buffs e passivas, uma persegue e pode matar na hora, a outra não persegue mas mata na hora, e uma das skills recupera vida dela consideravelmente
Eratoeir, que mais uma vez quebrou um jogo que já era quebrado, ficando invencível toda hora, tendo um escudo enorme, uma skill que ataca o inimigo atravessando parede várias vezes, outra skill que se teletransporta aonde o inimigo está e coloca ele dentro de um “portal” que vai arrancando vida dele, tornando ele imóvel, e… recupera bastante vida
Dr. Light the Martial Artist, que não quebrou o jogo, mas era muito bom na época que saiu e magicamente counterava todo mundo
DiVE Armor Zero, que quebrou o jogo pela penúltima vez, com todas as skills atravessando a tela, paralisando o inimigo e roubando os buffs dele, possivelmente matando de hitkill, tendo um monte de buff de defesa e ataque, e o principal: passando mais tempo invencível do que vulnerável, porque as skills dele tomam um tempo enorme e todo esse tempo ele não pode tomar dano
DiVE Armor Axl, que só não quebrou o jogo pra quem tinha DiVE Armor Zero, porque a partir dele todos os personagens DiVE Fest passaram a ter skills impossíveis de desviar porque cobriam a tela inteira de tiro e tudo foi ficando assustador e perturbador pra quem não tinha bom tempo de invencibilidade, tornando-se um jogo de xadrez onde ganhava quem apertava um botão na hora certa, seja antes do inimigo ativar suas defesas, seja deixando o inimigo ativar suas defesas, ativando as suas depois, pra que ele fique sem defesa antes de você
Shadow Armor X, um dos personagens mais interessantes do jogo, porque ele não toma conta da tela toda por muito tempo com as skills, mas possui defesa alta, tira altos buffs do inimigo, fica muito tempo invencível e recarrega todas as skills em tempo absurdo
DiVE Cross MegaMan, que não consegue quebrar o jogo mas chega perto, com todas as skills atravessando parede e paralisando o inimigo, quando não matando imediatamente
DiVE Armor RiCO, que também não quebra o jogo mas chega perto, com todas as skills pegando a tela toda e podendo matar imediatamente e vários escudos
DiVE Armor Iris, que não quebra o jogo mas muda um pouco a maneira dele funcionar, porque qualquer botão que você aperte solta uma skill que pode matar o inimigo imediatamente e te dá vários escudos e buffs
ViA Final, que continuou a alterar o meta mesmo sem quebrar, com uma skill que pegava a tela inteira, podia paralisar tudo ou tirar todos os buffs do inimigo, e outra que teletransportava nele, atacava com risco de hitkill e trancava todas as skills do inimigo no processo
DiVE Armor iCO, que não fez diferença nenhuma
E a Next DiVE Armor X que terminou de quebrar o jogo, como disse no outro post. Uma das skills dela pode ser disparada 4 vezes, e ele é invencível enquanto solta essa skill e provavelmente mata o inimigo com 4 tiros, mas ainda tem uma quinta onde ele também é invencível e também provavelmente mata o inimigo com um só tiro. E aí o tempo de vulnerabilidade dele é minúsculo, tão minúsculo que fica impossível qualquer jogador habilidoso com ele perder, a não ser que o inimigo seja outro jogador habilidoso com Next DiVE Armor X
Essa foi a lista mais inútil que já fiz na vida. Lista de como os personagens DiVE Festival de um jogo que está pra morrer quebraram o jogo. Mas enfim, essa semana o Taiwan vai simular mais um desses festivais porque, além desses personagens limitados super-fodas, o Taiwan tem um negócio chamado “Hunter Token Roulette” onde todo dia às 1 da tarde e às 1 da manhã você ganha 100 moedas, que podem ser gastas na roleta ou com prêmios a parte, mas sempre vale a pena arriscar na roleta. Cada roletada custa 50 moedas, e você pode ganhar desde algo ridículo pra aumentar XP de arma a 300 EM (que leva tipo 2 dias pra você juntar como F2P), então vale muito a pena. Se você pegar 100 moedas 1 da tarde e 1 da manhã do mesmo dia, você tem direito a mais 100 moedas. E é isso.
Fora isso, deve vir evento novo essa semana, que já é a segunda do evento do Jojo’s Bizarre Adventures. Esse evento provavelmente encerrará o servidor, já que só temos mais duas semanas (;_; obrigado DiVE Taiwan eu te amei). Iniciou-se uma nova temporada de rankeada, mas a premiação vem no último dia de jogo, de modo que não estarei participando porque eu gasto tanto tempo procurando partida e não achando que poderia estar sei lá estudando pro mestrado.
Uma bomba foi anunciada essa semana na livestream da NebulaJoy: o servidor Global terá rerun do terceiro evento de Monster Hunter, e esse será o primeiro acontecimento do jogo totalmente feito para a NebulaJoy. É para, e não pela NebulaJoy. Do que me lembro o Taiwan tinha isso programado, só… não foi ao ar, assim como o rerun de Devil May Cry.
O Zero-X também começou com umas conversas estranhas de novidades no jogo, de perguntar pras pessoas quem elas acham interessante ver no jogo, com alguém tendo palpitado o Cyber Peacock e ele não gostando muito da ideia mas dizendo que poderia analisar. Sou das pessoas hiper-céticas, só acredito mesmo vendo um novo personagem exclusivo sendo anunciado para o Global mas, se anunciarem, não vou deixar de comemorar. Eu gosto de jogar Mega Man X DiVE todo dia, fazer eventos com meus amigos, eu ficaria feliz se houvesse continuidade do Online, mesmo nas mãos da NebulaJoy que por muitas vezes não pareceu estar cuidando muito bem do jogo, e que por algumas vezes tratou a América Latina com certo desdém por nós provavelmente não rendermos tanto dinheiro quanto os Estados Unidos e a Europa.
Existe um péssimo exemplo de xenofobia de alguns jogadores do Global com relação a gente, chamando a gente de “mendigos” porque tudo o que é dado ao Global parece que só chega na gente se ficarmos o dia todo cobrando, enchendo a caixa do Discord oficial de mensagem. Por outro lado, dessa última vez, a NebulaJoy acabou dando 200 EM a mais pra nós talvez assumindo que foi bem mais inconveniente conseguirmos essa recompensa (que era uma compensação por um bug no servidor) do que pra eles. Torço pra que o pessoal da NebulaJoy perceba que, assim como esses jogadores riquinhos do hemisfério norte nos desprezam por sermos latinos, eles desprezam a própria NJ por serem asiáticos. Que façamos o DiVE BRiCS, nos aproximemos e passemos a ser o servidor com prioridade máxima.
Ah é, essa semana foi maravilhosa no LATAM: não teve praticamente novidade nenhuma. Continuou o banner da Fantasia Comet, a qual só consegui pegar no pity mesmo, com um pull excelente onde ela veio duas vezes. Veio banner do ViA Final, que não me interessa, então não dei nenhum pull. Está tendo evento repetido do Boomer Kuwanger, bom pra farmar o chip dele. E nada mais. Enfim uma excelente semana de paz, depois de 4 semanas de Raid/Guild Boss.
Nunca se estresse com o QA rejeitando sua tarefa. A segunda melhor coisa que pode acontecer na sua vida é ter uma tarefa rejeitada pelo QA. A melhor coisa, é claro, é ter uma tarefa aprovada pelo QA.
É pouco produtivo discutir se existe motivação divina nos desastres naturais, mas é muito produtivo discutir sobre a voz do diabo que motiva pessoas a postarem bobagem e desinformação sobre desastres naturais nas redes sociais.
Acho que está bom, né, galera? Dessa vez não falei nada sobre Zeta Gundam, mas muita coisa legal está acontecendo e devo comentar em breve. Queria falar sobre o Neymar, algo que comecei no Twitter (infelizmente) e queria desenvolver mais, ou ao menos colar a thread, mas deixa pra próxima ou pro tema esfriar e eu não sentir que estou falando no calor do momento. Semana passada também não joguei nada além do DiVE e não consigo me lembrar muito bem do motivo, não sei se foi porque assisti Naruto demais, ou dormi demais, sei lá. Quem sabe essa semana seja diferente.
É isso. Um abraço!